A FAMÍLIA OU A ESCOLA

A família e a escola são duas instituições de fundamental importância na organização social em que mourejamos. A família é anterior à escola e esta há que funcionar como auxiliar da primeira. A família educa, ou deveria educar. A escola oferece instrução, mas sem desprezar os valores que o aluno traz da família. Cabe-lhe o dever de aprimorar o que o aluno aprendeu no recesso do lar.

Como a atual sociedade está em crise de valores, há algumas angustiantes perguntas atualmente no processo educacional dos nossos filhos e netos. A família cristã está desempenhando com sabedoria o seu dever sagrado? A resposta sincera é não! A família não está conseguindo se impor e cumprir o seu papel. Pior ainda, está transferindo para a escola a formação e educação de nossos filhos. Colocar um bebê com menos de um ano de idade na creche é um dos recursos que a família usa para fugir de sua responsabilidade. A criança recebe o amor da “tia” ao invés vez de usufruir o calor do amor materno.. As conseqüências são trágicas. Os prejuízos acabam sendo inevitáveis para todos, especialmente para a criança. Ninguém consegue substituir o amor de mãe. Impossível a “tia” da creche  dispensar atenção e amor a um grupo de dez crianças, ou mais, com resultados positivos.

Há valores que são ensinados e aprendidos exclusivamente no recesso do lar. Como a função da escola é outra, o Estado diz o que deve ser inoculado nas mentes infantis. Isto resulta em que alguns sagrados valores são deturpados pelo sistema educacional. A não reação da família e o não cumprimento de sua missão deixa em aberto ao Estado ensinar o que bem lhe convier. Isto acontece por uma razão simples, pois o Estado é neutro, laico. Não tem e não deve ter ingerência religiosa na experiência dos cidadãos. Frustra saber que aos nossos filhos são transmitidos conceitos e valores contrários ao ensinamento, bíblico.

A escola do lar perdeu o conteúdo, desprezou o manual que deveria normatizar a vida dos filhos, abriu espaço para aberrações que não aceitamos como válidas, mas que são impingidas às crianças como verdades absoltas.

Cabe ao lar ensinar aos filhos a bênção monogâmica do casamento realizado entre duas pessoas de sexo oposto (homem e mulher). Além disso, com a omissão dos pais o Estado, usando a escola e a mídia, ensina aos adolescentes a usar camisinha, a aceitar como válido o “casamento” de pessoas do mesmo sexo. Aos que se recusam a acatar tal proceder, o Estado acena com a possibilidade de punição. Usando o argumento da acepção de pessoas o Estado sente-se no direito de fazer calar os valores bíblicos. Amedrontados, os pais sucumbem à imposição da mídia e colhem amargos frutos ao presenciarem os desvios dos filhos. O Estado poderia, embora não seja sua função, dizer que a escolha sexual integra o direito de liberdade do indivíduo e deve ser respeitado. Entretanto, jamais permitir e estimular que a mídia imponha que é criminoso quem não compactua com tal proceder. Quando a família cumpre o seu dever não deixa ao Estado e à escola brechas para desintegração do caráter infantil.

Como a família desistiu da verdade basilar presente no texto de Deuteronômio 6.49, permitiu que a escola ensine a teoria da evolução como fato comprovado. A teoria passou a ser considerada verdade absoluta, embora continue teoria. O descrédito que se dá ao criacionismo é lamentável e agressivo. Caso a família vivesse e ensinasse o principio bíblico da criação, como registrado na Bíblia, a escola, especialmente a de ensino superior, jamais conseguiria fazer com que nossos adolescentes e jovens se tornassem ateus por comodidade e ignorância.

Além disso, os novelistas têm entrada franqueada nos lares com seu relativismo, ensinam as crianças a agirem com violência mediante “inofensivos” desenhos animados. Tudo é válido, diz a novela, inclusive relações triangulares. Os dramas da vida são explorados e chegam a um final feliz independente de todos os valores que foram vilipendiados ao longo de sucessivos capítulos. Dita-se a moda. Induz-se o adolescente a tratar o corpo como forma de se impor perante o grupo. Como a família não ministrou aos filhos a santidade do corpo, como templo do Espírito Santo, a mídia instiga seu uso pelo hedonismo. Quanto mais tatuado, maior a liberdade de seu dono, ensina a mídia. E triste ver a família cruzando os braços ante tais aberrações.

À família cabe dizer aos seus componentes que a felicidade não está atrelada ao que se possui, conforme está em Lucas 12.1 5, mas sim na sábia administração de todos os bens. Como a família não vive na prática este princípio bíblico – a mídia sugere que você pode adquirir o máximo agora e só pagar após o Dia dos Pais – a força da mídia consegue suplantar os valores bíblicos. É fácil comprovar esta verdade. Basta entrar em um hipermercado com suas liquidações e ver as filas que se formam na seção de crediário. O consumismo é o deus reinante neste século e, como tal, o responsável pela derrocada de muitas famílias e a perdição dos filhos.

Queridas famílias, não permitam que o deus mamom seja o docente absoluto dos nossos lares e filhos. Como família comprometidas com Cristo precisamos restaurar o altar da família, o propósito divino para os nossos lares. Devemos ser bênção e abençoar o mundo em que vivemos (Gênesis 12.3). Jamais permitir que o inverso ocorra. A família, o lar, é o lugar no qual nossos filhos aprenderão a colocar Cristo em primeiro lugar. Isto será possível quando os pais restaurarem as verdades bíblicas no viver prático. Famílias fortes e equilibradas geram uma sociedade sem violência.

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Uma resposta em “A FAMÍLIA OU A ESCOLA

  1. Muito bom o texto, infelizmente é isso mesmo que estamos vivendo. Não podemos é nos conformar com o mundo, como disse Paulo mas transformar o mundo pela renovação de Cristo que há em cada um de nós.

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