3º Mandamento do Casamento – Aprenda a ouvir e falar com seu cônjuge

“Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar.” (Tiago 1.19)

Iremos comentar o poder da comunicação no casamento, destacando o prejuízo que uma comunicação falha pode causar, na medida em que precisamos aprender a ouvir mais do que falar, e, quando falar, a ser sábio e prudente.

Cenário 1

Problemas no uso demasiado da língua:

  • Quem fala em demasia erra na mesma proporção;
  • O cônjuge que fala muito corre o risco de ser franco demais, o que pode acabar ofendendo o outro cônjuge;
  • O cônjuge que fala muito está mais propício a fazer um comentário inoportuno em público em relação ao outro, podendo até mesmo o magoar;
  • Quando se fala em excesso, o cônjuge que recebe a informação acaba se aborrecendo e criando uma certa resistência ao diálogo, fazendo com que não se importe mais com o que seu companheiro(a) tem a dizer;
  • O exagero no “dom da língua” torna a pessoa mais vulnerável a erros, pois esta acaba se precipitando ao falar. Muitos erros são cometidos nesse falar temerário, como ofensas, mau juízo, mentiras, críticas, etc.;
  • A palavra cura, mas também fere. Por isso, é preciso muita cautela;
  • A pessoa que não segura a língua dentro da boca acaba por ter facilidade para fofocar, praguejar contra os outros, mentir, jurar levianamente, fazer mau juízo do próximo, criticar, maldizer a vida, e até mesmo blasfemar contra Deus;
  • O falar em exagero pode causar no outro cônjuge inúmeros bloqueios de comunicação, como por exemplo, o silêncio, gerando falta ou deficiência na comunicação.

A Bíblia ensina:

  • “No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente.” (Pv 10.19)
  • Quem retém as palavras possui o conhecimento (…).” (Pv 17.27)
  • “Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha.” (Pv 18.13)
  • “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.” (Ef 4.29)

Lembre-se: “Deus nos deu dois ouvidos e apenas uma boca”.

Cenário 2

Por outro lado, a falta de diálogo também é prejudicial, pois pode causar, por exemplo, a indiferença e o silêncio, gerando falta ou deficiência na comunicação.

Problemas que a falta do diálogo pode gerar no casamento:

  • Silêncio – Quando o silêncio é imposto, pode causar ausência de relacionamento entre o casal e até mesmo a infidelidade (o cônjuge encontra alguém que o ouça);
  • Indiferença – Um ou ambos os cônjuges, pela falta de comunicação entre o casal, comumente perde a intimidade com o outro, impedindo o diálogo. Todo mundo tem o direito de se expressar, relatar seus sentimentos e quando isso não acontece, o afastamento entre os cônjuges é fato certo.
  • Não dialogar com o cônjuge ou ter uma comunicação deficiente é o início da maior parte dos problemas no casamento e pode ser percebido quando por exemplo alguém não escuta o outro em razão da internet, ou da televisão, quando não tem interesse nos interesses alheios, etc.;
  • Embora marido e mulher possam ter interesses diferentes, é importante que um se sinta feliz em realizar a vontade do outro, mesmo que não seja a sua. Contudo, encontrar um ponto em comum é ideal, ainda que ambos tenham que ceder em algo, lembrando sempre que esse ponto em comum só será alcançado com o diálogo.
  • A ausência de intimidade e diálogo entre o casal gera desconfiança,  intrigas, brigas, morte do amor e até que o pior aconteça: a ruína e o fim do casamento.

O poder da comunicação no casamento:

  • Quando uma pessoa se propõe a ouvir o seu cônjuge, está investindo no relacionamento. Ouvir com atenção permite entender o que está sendo dito e apresentar resposta segura e adequada;
  • Nenhum ser humano tem o dom da onisciência, não tem como saber o que o outro está pensando, por isso o diálogo é essencial;
  • A atenção ao que o cônjuge fala é muito importante. Faz com que ele se sinta valorizado, respeitado e amado;
  • Expressar palavras de carinho e de amor, revigora e sustenta o relacionamento, aproximando o casal e aumentando a intimidade;
  • A comunicação perfeita e alinhada vai proporcionar interação e crescimento do casal. Marido e mulher são responsáveis em construir o lar que desejam.

Como alcançar:

  • A experiência é sempre uma ótima escola, seja no laboratório do nosso casamento, seja na convivência com nossos irmãos;
  • No entanto, é preciso buscar sempre de Deus, por intermédio do Espírito Santo, a sabedoria para o sucesso na comunicação em nossos casamento, seja orando, seja lendo a Bíblia.

“Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa assim mesmo se ama. Porque ninguém jamais odiou a própria carne; antes, a alimenta e dela cuida, como também Cristo o faz com a igreja; porque somos membros do seu corpo.” (Ef. 5.28-30)

Fonte: BASTOS, Walter. Os dez mandamentos do casamento. 2 ed. São Paulo: Naós, 2004. (Adaptado por Ladir Fernandes Junior)

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