4º Mandamento do Casamento – Confie em seu cônjuge

“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor excede o de finas joias. O coração de seu marido confia nela…” (Pv. 31.10,11)

“Muitos proclamam a sua própria benignidade; mas o homem fidedigno, quem o achará?” (Pv. 20.6)

O quarto mandamento tem a ver com o desenvolvimento da confiança mútua. O que é confiança? De forma bem simples diríamos que é “o ato de entregar-se com segurança”. Quem confia, põe a sua vida nas mãos do outro. Não permite qualquer reserva. Por isso, todo cônjuge deve crer na sinceridade de seu consorte a toda prova. A confiança produz, entre outras coisas, segurança e paz. Por outro lado, a obsessão – que é um tipo de opressão maligna – pode surgir a partir da desconfiança. É possível prever o caos que se torna o lar onde a suspeita campeia. Talvez o marido tenha feito algo no passado, que a mulher não consegue perdoar – quem perdoa esquece – então, qualquer semelhança com o antigo erro traz tudo de volta, e a relação vira um inferno.

Que atitudes, ou procedimentos geram confiança em seu cônjuge? Entre essas atitudes destacaremos algumas, primeiramente do homem em relação à mulher e depois o contrário; então vejamos: cumprir o que prometeu ou ter palavra, possuir vida transparente (nada de segredos), ser discreto (cuidadoso com o que diz e fala), agir com segurança e firmeza, ser sincero nas palavras e atitudes (falar sempre a verdade), ser fiel nos negócios ou possuir credibilidade no mercado (Pv. 20.6), e isso tudo é o mesmo que ser irrepreensível (não ter do que se envergonhar – 2Tm, 2.15), ser fiel a Deus (obediente à sua Palavra) etc. Para ilustrar as atitudes que uma mulher manifesta para conquistar a confiança de seu marido destacamos – entre outras – aquelas que aparecem no perfil da mulher virtuosa de Provérbios 31: ser esforçada e trabalhadora; deve respeitar a liderança de seu marido, administrar bem os recursos, gastar de maneira parcimoniosa, agir sempre com discrição (bom caráter) e sinceridade, apoiar e encorajar o marido nos momentos difíceis; ser fiel e não se meter em fofocas, ser temente a Deus etc.

(…)

Confiar é o mesmo que ter fé, acreditar, entregar-se com segurança. O erro se dá quando o indivíduo faz de si mesmo e dos recursos humanos (cultura, trabalho, dinheiro – Sl. 127.2 e Dt 8.17,18) a base de sustentação, apoio e resistência para enfrentar os desafios da vida. Nesse caso, a pessoa de Deus nem é levada em consideração. (…)

Confiar e esperar são atitudes inseparáveis. Neste caso, a confiança no Senhor tem a ver com a nossa dependência Dele e também com a nossa obediência à sua Palavra (Sl. 1.1-3). Bendito é o casal que confia em Deus para enfrentar as dificuldades que surgirem no relacionamento, bem como os que a vida lhe trouxer em particular. (…)

O Dicionário Aurélio descreve a palavra confiança nos seguintes termos: “Segurança íntima de procedimento; boa fama; segurança e bom conceito que inspiram as pessoas de probidade, talento, discrição etc.”. Por esta razão, quem confia em seu cônjuge acredita em sua lealdade, amor, dedicação. De outro lado, não vive o tempo todo com suspeita, fazendo mau juízo, ou duvidando de suas palavras e atitudes. (…)

… o apóstolo Paulo faz uma das mais profundas e poéticas definições do amor, e nos serviremos dele para ilustrar algo sobre a confiança dentro do casamento: “o amor não arde em ciúmes (…) tudo crê” (1Co. 13.4 e 7). Quando existe verdadeiro amor em uma relação, não há espaço para desconfiança. De outro lado, sempre haverá disposição para se crer ou confiar no cônjuge. Entretanto, o ciúme do tipo paixão ameaçadora, hostil, que tenta controlar o outro, se presta apenas para alimentar contendas (Pv 27.4). Neste caso, o ciúme quando surge na relação , assume o caráter de suspeita, de dúvida, de desconfiança. Não devemos confundir esse ciúme danoso com um tipo de zelo amoroso ou com a dedicação ardorosa que uma pessoa demonstra por seu consorte. (…)

Quando marido e mulher vivem uma relação baseada na confiança, ambos desfrutam tranquilidade de espírito, a paz reina soberanamente, a relação cresce, pois a confiança leva cada um a acreditar no melhor do outro, e por conta disso nunca haverá espaço para se pensar errado ou mal um do outro.

Como vimos, este quarto mandamento do casamento caminha de “mãos dadas” com o amor, pois confiança e amor são inseparáveis. O amor leva o indivíduo a confiar em seu cônjuge a toda prova, por outro lado, aquele que ama fará de tudo para ser digno da confiança de seu consorte, (…). Agora somente nos resta avaliar como está o “grau” da nossa confiança em nosso cônjuge, se está alto (quente) ou baixo (frio), neste último caso é preciso buscar em Deus a restauração completa, que talvez esteja somente dependendo do perdão (ou de um conserto), pois Ele é capaz de fazer com que tudo volte a ser como dantes (2Co 2.7).

Fonte: BASTOS, Walter. Os dez mandamentos do casamento. 2 ed. São Paulo: Naós, 2004.

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