Para que brigar, se a vida é curta

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Por que brigamos?
Não brigamos por coisas essenciais, embora nosso discurso seja montado para justificar nossas ações.
Brigamos para mostrar que somos fortes.
Mas quem briga desnuda, na verdade, a sua fraqueza.
Quem briga é fraco porque suas causas são pequenas.
Quem briga é porque acredita que vencer é eliminar quem se lhe opõe.
Quem briga é fraco porque a escolha pela força vem da certeza que vai ganhar.
Quem briga é fraco porque sua decisão é uma derrota para suas emoções, de quem se torna refém.
Quem briga é fraco porque cede às pressões de sua cultura familiar ou do meio mais amplo, que acabam lhe determinando como padrões os valores da violência.
Os verdadeiramente fortes não aceitam provocações.
Os verdadeiramente fortes não brigam porque sabem que podem perder.
Os verdadeiramente fortes não sentem necessidade de exibir seus músculos.
Os verdadeiramente fortes não descontam nos outros suas eventuais frustrações.
Os verdadeiramente fortes são vencedores que não precisam nocautear adversários nenhuns.
Os verdadeiramente fortes não abrem mão da paz, com seus próximos, consigo mesmos e com Deus.
O melhor sinônimo para briga é estupidez.

ISRAEL BELO DE AZEVEDO

http://www.prazerdapalavra.com.br/bom-dia

 

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FLOCOS DE CARINHO!

Havia uma pequena aldeia onde o dinheiro não entrava.

Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido por cada um, era trocado.

A coisa mais importante era o AMOR.

Quem nada produzia, quem não possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava o seu CARINHO.

O CARINHO era simbolizado por um floco de algodão. Muitas vezes, era normal que as pessoas trocassem flocos sem querer nada em troca. As pessoas davam o seu CARINHO pois sabiam que receberiam de volta num outro momento ou noutro dia.

Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia, convenceu um pequeno garoto a não mais dar seus flocos. Desta forma, ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse. Iludido pelas palavras da malvada, o menino, que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntas os CARINHOS e em pouquíssimo tempo a sua casa estava repleta de flocos, ficando até difícil circular dentro dela.

Então, quando a cidade já estava praticamente sem flocos, as pessoas começaram a guardar o pouco CARINHO que tinham e toda a HARMONIA da cidade desapareceu. Surgiram a GANÂNCIA, a DESCONFIANÇA, o primeiro ROUBO, ÓDIO, DISCÓRDIA, as pessoas ZANGARAM-SE pela primeira vez e passaram a IGNORAR-SE pelas ruas.

Como era o mais querido da cidade, o garoto foi o primeiro a sentir-se TRISTE e SOZINHO, o que o fez procurar a velha para perguntar-lhe e dizer-lhe se aquilo fazia parte da riqueza que ele acumularia.

Não a encontrando mais, ele tomou uma decisão. Pegou um grande carrinho, colocou todos os seus flocos em cima e caminhou por toda a cidade distribuindo aleatoriamente o seu CARINHO. A todos que dava CARINHO, apenas dizia: – Obrigado por receber o meu CARINHO.

Assim, sem medo de acabar com os seus flocos, ele distribuiu até ao último CARINHO sem receber um só de volta. Sem que tivesse tempo de sentir-se sozinho e triste novamente, alguém caminhou até ele e deu-lhe CARINHO. Um outro fez o mesmo… mais outro… e outro… até que definitivamente a aldeia voltou ao normal.

MORAL DA HISTÓRIA:

Nunca devemos fazer as coisas pensando no que podemos receber em troca, mas devemos fazer sempre com o gosto de ajudar alguém. Lembrar que os outros existem é muito importante, muito mais importante do que cobrar dos outros que se lembrem de ti, pois sentimento sincero nos é oferecido espontaneamente, e assim saberemos quem realmente nos ama. Aqueles que te quiserem bem, lembrar-se-ão de ti. Receber sem cobrar é mais verdadeiro.

Receber CARINHO é muito bom. E o simples gesto de lembrar que alguém existe é a forma mais simples de fazê-lo.

Para todos vocês deixo meus flocos de CARINHO.

PARE DE LER A BÍBLIA

Ela se desentendeu seriamente, e com razão, com uma parente, que cometeu uma vilania.
Num encontro de família, comentou sobre suas dificuldades de saúde, ao que a parente desejou:
— Tomara que morra.
Ela quase morreu.
Por esta época, ela e seu marido liam a Bíblia em conjunto. O problema é que todas as vezes em que abriam aleatoriamente as Sagradas Escrituras para a leitura, a passagem era sobre o perdão.
Seu marido comentou:
— Querida, Deus está lhe dizendo para perdoar.
Ela, então, tomou a decisão: parou de ler a Bíblia.
Exalto-lhe a honestidade.
Se não podemos ler a Bíblia contra nós, é melhor não lê-la.
A Bíblia é mesmo um livro perturbador.
Anos mais tarde, esta mulher se tornou uma leitora regular da Bíblia e aprendeu a perdoar.

Israel Belo de Azevedo

Fonte: http://www.prazerdapalavra.com.br

DIA DA BÍBLIA

BÍBLIA – ÚNICA AUTORIDADE

Passará o céu e a terra, porém as minhas palavras não passarão” – Mateus 24.35

                O tempo voa. Os ponteiros marcham a meia-noite. A raça humana está perto de dar o mergulho fatal. Que caminho tomaremos? Pode-se confiar em alguma autoridade? Há uma rota a seguir? Podemos achar algum livro que tenha a receita de onde vamos acabar com nossos dilemas? Não. Nós temos um guia. Nós temos uma chave. Nós temos uma fonte maravilhosa: A Palavra de Deus.

 

BÍBLIA – REVELAÇÃO DE DEUS

“Estes, porém, foram registrados para que creias que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo tenhais vida em seu nome” – João 20.31

                Deus levou a Bíblia a ser escrita para o claro propósito de revelar ao homem o Seu plano de redenção. Deus levou este livro a ser escrito para que pudesse ter suas leis eternas reveladas aos seus filhos e para que estes pudessem, ter sua grande sabedoria guiá-los e seu grande amor e para confortá-los através de todas as circunstâncias da vida. Sem a Bíblia este mundo seria um lugar de trevas e medo, sem um sinal de direção e sem farol.

                Conhecer a Bíblia é essencial para uma vida rica e plena de significado. Nas palavras deste Livro encontramos indicações de como consertar coisas erradas, superar problemas, tornar as cores embaçadas de nossa vida, brilhantes como pedras preciosas. Aprenda a considerar seus problemas à luz da Bíblia, porque, em suas páginas, você encontrará a resposta certa. Acima de tudo isto, porém, a Bíblia é a revelação da natureza de Deus.  Estas e outras questões são respondidas neste Livro Santo, chamado Bíblia.

HISTÓRIA DO DIA DA BÍBLIA

Fonte: http://www.diadabiblia.org.br

Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no livro de orações do Rei Eduardo VI. O Dia da Bíblia é um dia especial, e foi criado para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia. No Brasil a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e EUA os primeiros missionários evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública aconteceu quando foi fundada a Sociedade Bíblica do Brasil, em 1948, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo (SP).

E, graças ao trabalho de divulgação das Escrituras Sagradas, desempenhado pela entidade, o Dia da Bíblia passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de todas a semana que antecede a data. Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, graças à Lei Federal 10.335, que instituiu a celebração do Dia da Bíblia em todo o território nacional.

ONDE ESTÁ O SEU CORAÇÃO?

“Porque onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração.” – Mateus 6.21

Recordo-me que, na minha in­fância, mamãe tinha uma caixa de interior aveludado para guardar suas jóias, Nunca fomos ricos, mas minha mãe tinha lá suas jóias ad­quiridas ao longo dos anos. Eram brincos e cordões de ouro, alguns colares de pérolas, pulseiras que ela guardava com cuidado naque­la caixinha que, vez ou outra, eu e minhas irmãs abríamos extasiadas pela beleza daqueles ornamentos.

Aquela caixinha era o depósito do pequeno tesouro da minha mãe. Em algumas ocasiões, aquelas jóias foram penhoradas para suprir necessidades, inclusive de parentes nossos. Numa dessas vezes, alguém a quem minha mãe havia emprestado as jóias para penhora perdeu a cautela e as jóias não puderam ser resgatadas.

Mamãe ficou desolada, mas, feliz­mente, ela sabia que o seu maior te­souro não estava garantido naquela caixinha. O seu coração não estava comprometido com coisas materiais. Após um tempo, perdoou o deslize daquela pessoa e esqueceu o assunto.

Quando me recordo deste fato, penso que, muitas vezes, conside­ramos algumas coisas muito im­portantes, mas não demonstramos ser isto verdade. Mamãe realmen­te gostava daquelas jóias, mas não com o mesmo ardor que gostava da pessoa que as perdeu.

Num mundo em que as coisas são mais valorizadas do que as pessoas, invertemos o que é saudável, gastamos muito tempo com coisas, dizendo que damos prioridade às pessoas quando isso não é verdade.

Conseguimos prestar culto sem pensar em Deus porque nosso co­ração está longe e estamos preocu­pados mais em observar a ordem do culto do que o Deus que está sendo cultuado.

Ficamos em casa e ouvimos nos­sos filhos com impaciência porque nossa mente vagueia em questões pessoais.

Travamos diálogos monossilábi­cos com nosso cônjuge porque a ansiedade em atender nossos capri­chos nos impede de olhar nos olhos dele e escutá-lo.

Nosso coração anda distante das verdadeiras jóias.

Cantamos mecanicamente, abra­çamos mecanicamente, cumprimen­tamos mecanicamente, e nosso cora­ção, em algum lugar, vagueia procu­rando tesouros longe de nós mesmos.

Você considera que Deus é seu tesouro? Então invista mais tempo na presença dEle.

Você considera seu cônjuge um tesouro? Então demonstre no rela­cionamento com ele.

Você considera seus filhos tesou­ros? Então lhes dê a atenção devida.

Sejamos sinceros e responda­mos não com os nossos lábios, mas com o coração: onde está o nosso tesouro?

Quando descobri-lo, questione-se se é algo em que vale a pena investir.

Trabalho, dinheiro, sucesso e apa­rência não podem ser seu tesouro. Investigue seu coração e descubra.

Onde está o seu tesouro? Onde está o seu coração?

Quando Adão e Eva desobedece­ram a Deus, se esconderam dele, mas será que alguém é capaz de se escon­der de Deus? É claro que não! Deus sabia onde eles estavam. Os corações deles é que estavam longe de Deus.

O salmista nos ensina: “Escondi a Tua palavra no meu coração para eu não pecar contra Ti”.

Em Deuteronômio há o manda­mento: ”Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, de todo o vosso entendimento”.

Quando amamos a Deus de todo o coração, quando nosso coração está nEle, é fácil amar os filhos e tê-los como tesouro, é fácil amar o cônjuge e tê-lo como um tesouro.

Tudo começa com o amar a Deus sobre todas as coisas.

Onde está o seu pensamento? Onde você gasta suas energias?

Quando você conseguir respon­der a estas perguntas de forma ho­nesta, saberá onde estão o seu te­souro e o seu coração.

Dra. Miria Ribeiro Neto da Silva.

Psicóloga e terapeuta de família (formada em terapia de família pela PUe-Rio), autora dos livros: Mulheres tem medo de que? e Retratos de Família, ambos pela MK editora, atua na área clínica, e é membro da Igreja Batista do Rio da Prata.

Fonte: Revista Visão Missionária. Ano 88, Nº 4 – 4T10

Princípios Bíblicos sobre Finanças

Falar sobre finanças parece ser algo muito pouco espiritual. Acontece, entretanto, que, na prática, não podemos ignorar o fato de que lidamos com esse assunto todos os dias.
Existem 1.565 versículos que falam em dinheiro. Curiosamente, dos 107 versículos do sermão do monte 28 se referem a dinheiro. Além disso, Jesus se referiu ao dinheiro (ou riqueza) em 13 parábolas. Isso mostra como a Bíblia trata desse assunto com expressividade.O Senhorio de Deus é sobre absolutamente todas as coisas, inclusive sobre as riquezas e os recursos. Ele tem todo o poder e autoridade sobre tudo e todos. O profeta Ageu escreveu que o Senhor dos Exércitos disse: “minha é a prata e meu é o ouro” (Ageu 2.8). Desde os tempos de Moisés havia a compreensão que “é Ele que te dá força para adquirires riquezas…” (Deuteronômio 8.18)Vamos apontar alguns princípios bíblicos sobre finanças e citar referências selecionadas para fundamentar esses princípios. Comentários adicionais se fazem desnecessários. Abra seu coração e deixe o Espírito de Deus revelar em sua vida a aplicação de cada princípio desses para não cair na insensatez.
EM RELAÇÃO A VOCÊ MESMO

1.    Viva do seu trabalho – Efésios 4.28: “Aquele que furtava, não furtes mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir o necessitado”. – Salmo 128.2: “Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás e tudo te irá bem”.  – 1 Tessalonicenses 4.10-12:  “Contudo, vos exortamos, irmãos, a progredirdes cada vez mais e a diligenciardes por viver tranqüilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos, de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar”.

2.    Não viva à custa dos outros – 2 Tessalonicenses 3.7-8,10,12: “…pois vós mesmos estais cientes do modo por que vos convém imitar-nos, visto que nunca nos portamos desordenadamente entre vós, nem jamais comemos pão a custa de outrem; pelo contrário, em labor e fadiga, de noite e de dia, trabalhamos, a fim de não sermos pesados a nenhum de vós …Porque, quando ainda convosco, vos ordenamos isto: se alguém não quer trabalhar, também não coma…A elas, porém, determinamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando tranqüilamente, comam o seu próprio pão…”
3.    Planeje seus gastos – planejar vem antes de gastar! – Lucas 14.28: “Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir?”
4.    Invista no que é necessário – Isaías 55.2: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares”.
5.    Contente-se com o que tem – 1 Timóteo 6.6-8: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com o que vestir, estejamos contentes”.
6.    Não tenha apego ao dinheiro – 1 Timóteo 6.9-10: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, e alguns nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”.
7.    Não seja servo do dinheiro – Mateus 6.24: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de se aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza”.
EM RELAÇÃO À FAMÍLIA
8.    Cuide de sua família – 1 Timóteo 5.8: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente”.
9.    Guarde para seus filhos – 2 Coríntios 12.14: “Eis que pela terceira vez, estou pronto a ir ter convosco e não vos serei pesado, pois não vou atrás de vossos bens, mas procuro a vós outros. Não devem os filhos entesourar para os pais, mas os pais, para os filhos”.  Provérbios 13.22a: “O homem de bem deixa herança aos filhos de seus filhos”.
EM RELAÇÃO A DEUS
10.    Reconheça que tudo vem dEle – 1 Crônicas 29.14: “Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos”.
11.    Honre-O com seus bens – Provérbios 3.9-10: “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda, e se encherão fartamente os teus celeiros e transbordarão de vinho os teus lagares”.
12.    Mantenha uma posição de fé e confiança – Mateus 6.25ss:  “Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?… O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso”.
EM RELAÇÃO AOS OUTROS
13.    Nunca fique devendo nada a ninguém – Romanos 13.7-8: “Pagai a todos o que lhes é devido: a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra. A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor”. Provérbios 22.7b: “O que toma emprestado é servo do que empresta”.
14.    Seja fiel com compromissos assumidos – 1 Coríntios 4.1-2: “Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel”.
15.    Pague os impostos e tributos devidamente – Romanos 13.6-7: “Por este motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. Pagai a todos o que lhe é devido; a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra”.
16.    Seja fiel com a propriedade do outro – Lucas 16.12: “Se não vos tornastes fiéis na aplicação do alheio, quem vos dará o que é vosso?”
17.    Muito cuidado ao ser fiador de alguém – Provérbios 11.15: “Quem ficar como fiador de qualquer um acabará chorando. Será melhor não se comprometer”.
18.    Seja generoso em dar e repartir – 1 Timóteo 6.18: “Mande que façam o bem, que sejam ricos em boas ações, que sejam generosos e estejam prontos para repartir com os outros aquilo que eles têm”.

EBD

O testemunho do Pr. Julio Sanches, de São Paulo, deve levar-nos a pensar no papel da EBD em nossas vidas.

A classe de crianças funcionava ao ar livre, debaixo de um pé de bugre. A árvore frondosa produzia frutinhas vermelhas, pegajosas e não comestíveis. Quando madura, era o terror da professora. Precisava chegar à classe antes dos alunos. Caso contrário, as duas tábuas brutas, que serviam de bancos, eram “pintadas” pelos alunos. Era “divertido” ver a roupa do colega grudada no banco. Não havia quadro de giz. Papel para desenhar, nem sonhar. O único papel era a “Jóias de Cristo”, com suas lições e ilustrações. A classe era animada. Versículos eram decorados, histórias lindas retiradas da Bíblia, o livro texto. Lições práticas para convivência semanal. Tenho saudades daquela classe infantil da EBD, em pleno domingo à tarde. Ar ecológico, refrigeração natural, ninguém faltava, mesmo nos dias de chuva. Não era possível perder a possibilidade de colecionar as Jóias.

Cresci, não muito. Aos 19 anos aventurei-me a buscar o Rio de Janeiro com o intuito de estudar. Primário completo e um grande anseio por conhecimento. Num domingo de junho do ano de 1956 cheguei a Igreja Batista em Cachambi. A EBD era antes do culto. A classe de jovens, só rapazes, funcionava debaixo de uma velha jaqueira. Calor ou frio não impedia o comparecimento dos alunos, mais de 40. Ao redor do tronco, para assegurar sombra, estudávamos a Bíblia. Não havia quadro de giz. Material didático, só a Bíblia e a revista. O professor conseguia manter e aguçar a atenção dos alunos, apesar do barulho e dos transeuntes na rua. Não havia dispersão,mas atenção irrestrita ao ensino. Todos de Bíblias abertas a descobrir as pérolas do tesouro bíblico. A lição era estudada durante a semana e no domingo o assunto era aprofundado. Aprendi com o professor, um baiano alegre que “pecado é igual a cacho de coco: Sempre dá em pencas”. A vida confirmou tal verdade ao vê-lo em pencas na experiência de muitas ovelhas rebeldes.

Com seu jeito especial, o irmão Antonino da Franca Cardoso nos oferecia subsidio para um viver cristão equilibrado. Não havia cantoria, apenas Bíblia. As verdades bíblicas ficaram impregnadas na alma. Das classes à sombra do pé de bugre ao tronco da jaqueira ficou a convicção de uma EBD quase perfeita. Dos primeiros versículos memorizados às grandes doutrinas bíblicas prevalece a segurança da vida cristã alicerçada em experiência de vida que o tempo não consegue apagar.

Eram EBDs perfeitas. Apesar da inexistência de material didático apropriado, prevalecia a centralidade da Bíblia. Havia o prazer em estudar, comparar textos e descobrir suas verdades. Havia vida na EBD, pois havia Bíblia. Todos os jovens chegavam ao templo portando Bíblias. Era o livro texto. Significava diferença.

Hoje temos material didático de primeira qualidade, salas equipadas e climatizadas, boas cadeiras. Ninguém precisa se esquivar dos raios solares. Há recursos audiovisuais, professores didaticamente preparados. Porém, falta interesse, Bíblia, vida de comunhão com Deus, testemunho e experiência de crescimento espiritual. E possível contar quais jovens comparecem aos cultos portando Bíblias. A maioria não consegue encontrar um livro dos profetas menores ou a terceira epístola de João. O descaso com o estudo sistemático da Bíblia nos alcançou com seus maléficos resultados.

A gama de “literatura” que é oferecida às igrejas não tem compromisso com as nossas doutrinas. O arcabouço doutrinário da denominação foi esfacelado. Uma denominação sem doutrinas definidas passa a ser um aglomerado de pessoas. Não há porque lutar, não ha unidade, tampouco comunhão. Perde-se o relacionamento, a identificação. Chega-se ao ponto crítico no qual nos encontramos: ausência de amor à igreja e ausência de compromisso com alvo comum. Tudo é valido e permitido. Não há crítica salutar sobre o que se ouve.

A EBD capacita o salvo a filtrar o que ouve do púlpito e da mídia que penetra nos lares com estranhas e esdrúxulas mensagens “bíblicas”. Um bom aluno da EBD possui formação teológica que poucos seminários oferecem. Conheço salvos que, mediante a freqüência à EBD, acumularam conhecimentos bíblico-teológicos invejáveis. Verdadeiros teólogos que tornam práticas as mensagens bíblicas. Sem Bíblia o povo se corrompe, e povo corrompido se torna presa fácil das artimanhas malignas.

Aquelas EBDs eram quase perfeitas, pois faltava o material didático. Porém, os bons professores eram conhecedores profundos da Bíblia. Mestres por excelência tiravam dos velhos textos e das velhas histórias bíblicas lições preciosas para o presente e aplicavam-nas com sapiência. Supriam o que faltava dos materiais didáticos. Hoje, a EBD apresenta-se com elaborados recursos didáticos. Porém, deixa a desejar. Faltam professores conhecedores da Bíblia, falta interesse dos alunos, faltam investimentos das igrejas para aprimorar o crescimento dos salvos, falta Bíblia. Prefiro aquelas EBDs quase perfeitas. Eram maravilhosas. Deram-me subsídios para enfrentar as tentações normais da juventude. Ofereceram-me riquezas espirituais que permanecem até hoje. Aulas inesquecíveis. Alegria duradoura.

Vamos valorizar a EBD, a Bíblia. Estudando a Palavra de Deus com afinco, lendo-a sistematicamente. Salvo sem EBD é salvo incompleto, longe de ser um salvo quase perfeito. O alvo é a estatura de Cristo (Efésios 4.13). Precisamos chegar là e a EBD é uma das ferramentas.